°°Picture yourself in a boat on a river with tangerine trees and marmalade skies....

Friday, October 22, 2004

Beeing a clock

As vezes eu sinto como se tudo fosse um relógio. E eu me movesse sempre na direção contrária. Todo mundo indo trabalhar. Eu chegando em casa. Todo mundo fazendo planos. Eu vivendo. Todo mundo seguindo as formigas. Eu bêbado com a cigarra. (...) Bom... Talvez eu pudesse continuar em um emprego. Talvez eu tivesse um carro, contas pagas, estabilidade. Um cachorro bem alimentado no quintal. Mas não. Eu estou contra a escada rolante. E sei lá. Ainda bem que eu não estudei... Porque eu prefiro morrer no frio, do lado de fora do formigueiro. Mas morrer feliz.

Roubado: www.fotolog.net/tangerinabox

mas, meu....faz um sentido.

Sunday, October 17, 2004

Absentricum mentis

A garota até já pensara em cortes. Seus antigos olhos brilhantes pareciam opacos e sem cor. - O que é vida sem alguém para gostar? Gargalhava a menina sobre si mesma.
Mas, derepente, esta idéia lhe pareceu séria e o que era riso virou pranto. Estava cansada de gostares não-correspondidos e, aqueles que eram correspondidos traziam consigo uma força universal que impedia continuidade.
Sua vida parecia a mesma. Todos os dias eram iguais e a única escapatória eram as óperas compostas inconscientemente sobre suas experiencias.
Em mais um dia comum, desses não especiais estava no quintal de sua casa sem paredes a garota à assoviar sua ópera predileta quando, no começo da rua surgem dois meninos: Um loiro de cabelo engraçadinho e um moreno de olhos sem brilho, ambos apressados demais para escutarem a ópera. A sorte é que a rua era comprida e fazia muito eco pois, já no final desta, quase virando a esquina a música alcançou a parte na qual a garota falava sobre seus amores sem futuro. O loiro e o moreno, inconscientimente juntos se viraram para observar daonde vinha toda aquela verdade e, a garota, percebendo os olhares sobre si se levantou.
Por algum tempo os 3 ficaram se encarando, mas nada pareceu mudar para eles quem, com o estalo de uma madeira acordaram e seguiram caminho. Porém, para a menina tudo fez sentido. Em sua pequena cabeça, a idéia de gostar de uma só pessoa se tornou tão absurda que ela não entendia como pudera pensar assim um dia.
E, no final, o que era tristeza continuou a ser tristeza, mas agora com um entendimento maior.
Nada mudou, somente as rosas de seu jardim. Pouco? Não. O suficiente.

Monday, October 04, 2004

Efemeridade das coisas

Cortando a salada,calmamente como é de costume. De repente a tesoura cai "Ai", sai correndo e pega uma folha do rolo,o sangue pinga no chão - Foi fundo? pergunto eu. -Não- responde. Mas sinto nos olhos um pranto abafado.Pobre velho reclamão. Ele some e eu vou jantar, logo volta -Melhorou? -Hum rum... Mas dessa vez o pranto não está abafado. O vermelho dos olhos não esconde, estava chorando.Senta e come. Não espero ele terminar, me levanto e sento me ao computador. Quase sem querer dou um chute na CPU, que faz desconectar um fio, bom...terei que reicinar. Vou tomar banho. Como sempre passo o sabonete (com 1/4 de creme hidratante) no rosto e espero uns segundos. Abro a água quase que na potÊncia máxima e enfio o rosto debaixo. Inclino o rosto como se quisesse cheirar algo no teto. A sensação seria perfeita, não fosse a falta de ar que, derepente me tomou. Percebi, então que não tinha fechado o nariz e este transobordava de água do chuveiro. O primeiro instinto, claro, seria abaixar a cabeça e assoar o nariz, mas não...fiquei lá, travada AFOGANDO NO BANHO, como se fosse algo normal, por segundo e mais segundos. Quando meu pulmão já se encontrava vazio de ar e, provavelmente cheio de água tossi, como um suspiro pré morte, mas que, na verdade me salvou. Quando eu tossi me dei por mim e abaixei a cabeça. Dado algum tempo a água escorreu e tudo voltou ao normal. Passado dois grandes acontecimentos, voltei e sentei no computador.
Agora, fico pensando...E se eu não tivesse tossido? Teria morrido no banho? Ah! faça me o favor, que patético.


Ao sr. Fê Fandas, um excelente escrevenhidor de crônicas

Friday, October 01, 2004

*Live me*

Engraçado como as coisas tem poder de voltar.
O passado, tão distante, de repente, não mais que derepente, volta e faz em você uma revolução.
O silêncio externo demonstra gritos na alma.
And you keeping cutting your self into a million pieces and it´s not enough. I mean, not trying to kill yourself, but trying to hurt, machucar profundamente.
I just keep on thinking stupid things, vindas do passado, me deixando louca. Rodopiando no quarto, sem parar "quero que você vá embora", me deixa, cansei das marcas. Dessa vez, não quero grande quero funda. Por favor, toda essa idéia de se matar parece estupidez, pros mais desinformados.
Nada ajuda, a semana parece acabar demorar, e derepente, tudo desfalece.
As cores se acinzentam e todos os cliches romanticos vão importa, ao menor toque do metal com a pele. Você liga, mas o mundo parece esquecer. VOcê sabe que está lá, mas não pretende alcançar. Você lê e chora, chora o passado. Você sonha com esse passado, como se pudesse esquecer as partes ruins, mas não pode....é aí então que se lembra da menina, tão branca quanto a branca de neve, com sua camisola de rendas e seu jardim de rosas negras que pingam tinta de jornal. Ela não queria, é verdade, mas fez.
Você reflete sobre todas as relações da sua vida e se sente ridículo, vocÊ pensa em tudo que escreveu e , pela primeira vez parece odiar as estrelas.
Você quer sumir, mas está preso numa prisão que não foi feita pra você, mas está dentro de você, e além de preso você está incomodado. Você percebe que esconder, tudo bem. O problema é assumir e ser você, porque o você não s encaixa com o deles.
Você se acha pequeno por sofrer por essas coisas, e de fato você é, minusculo, mas quer saber? Não sou obrigada.
Obrigada você. Eu sei que você me entende e te estimo demais por isso.
O final é apenas o inicio. Isso foi só o vômito, faltam as tripas, os urubus, os corvos e a carne morta.
Vou me mudar pra lua, lá pelo menos conheço o coelhinho e o bruno, meu menino da lua
Borboletas Psicodélicas.