Efemeridade das coisas
Cortando a salada,calmamente como é de costume. De repente a tesoura cai "Ai", sai correndo e pega uma folha do rolo,o sangue pinga no chão - Foi fundo? pergunto eu. -Não- responde. Mas sinto nos olhos um pranto abafado.Pobre velho reclamão. Ele some e eu vou jantar, logo volta -Melhorou? -Hum rum... Mas dessa vez o pranto não está abafado. O vermelho dos olhos não esconde, estava chorando.Senta e come. Não espero ele terminar, me levanto e sento me ao computador. Quase sem querer dou um chute na CPU, que faz desconectar um fio, bom...terei que reicinar. Vou tomar banho. Como sempre passo o sabonete (com 1/4 de creme hidratante) no rosto e espero uns segundos. Abro a água quase que na potÊncia máxima e enfio o rosto debaixo. Inclino o rosto como se quisesse cheirar algo no teto. A sensação seria perfeita, não fosse a falta de ar que, derepente me tomou. Percebi, então que não tinha fechado o nariz e este transobordava de água do chuveiro. O primeiro instinto, claro, seria abaixar a cabeça e assoar o nariz, mas não...fiquei lá, travada AFOGANDO NO BANHO, como se fosse algo normal, por segundo e mais segundos. Quando meu pulmão já se encontrava vazio de ar e, provavelmente cheio de água tossi, como um suspiro pré morte, mas que, na verdade me salvou. Quando eu tossi me dei por mim e abaixei a cabeça. Dado algum tempo a água escorreu e tudo voltou ao normal. Passado dois grandes acontecimentos, voltei e sentei no computador.
Agora, fico pensando...E se eu não tivesse tossido? Teria morrido no banho? Ah! faça me o favor, que patético.
Ao sr. Fê Fandas, um excelente escrevenhidor de crônicas
Agora, fico pensando...E se eu não tivesse tossido? Teria morrido no banho? Ah! faça me o favor, que patético.
Ao sr. Fê Fandas, um excelente escrevenhidor de crônicas

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