°°Picture yourself in a boat on a river with tangerine trees and marmalade skies....

Wednesday, December 22, 2004

à Rafael

*Saudade não tem fim* Meu irmão siamês, separados pela estrada, juntos pelo coração. Meu pequeno palhaço de circo, com nariz vermelho e sapatos gigantes. Com seu dom invejável de fazer todos sorrirem, trouxe para nós, pessoas de coração puro, lições de vida. E para aqueles que ainda não aprenderam uma das bases do aprendizado em sociedade. Meus pesames. Queimem suas memorias, curtam seu tempo embolhados e acima de tudo, sejam iguais ao seu vizinho. **Que a vida, sua melhor amiga e única mãe, te proteja, menininho** Meu gato será seu.
Odeio aqueles dias que o que mais se quer é o amanhã.
O amanhã é infinito.

Thursday, December 16, 2004

Você acredita ser sua vida.
Você acredita se abrir.
Você acredita que ela estará ao seu lado.
Você acredita nela.
Mas não, boa viagem.

Tuesday, December 07, 2004

De olhos bem fechados

As vezes simplesmente não é pra ser.
As vezes é pra ser, só falta um dois descobrir.
As vezes não é pra ser, mas é.
Pessoas muito bem sucedidas deveriam ter sua própria ilha. “the sucessuful island”. Lá, tudo seria perfeito,as pessoas poderiam conversar entre si sem o medo de diminuir o próximo, porque....vou dizer, viver ao lado de alguém muito bem sucedido faz de você menor. Não realmente menor, mas menor em pensamento. É apenas mais uma cor num lindo tecido listrado. É o todo pela parte, a parte pelo todo.
Uma oportunidade. Só pra alguns. Uma pra mim, em taça de metal, por favor.
Aquele sonho mais antigo, até esquecido revive, e revive para enlouquecer.
Não tão antigo quanto a infância, nem tão velho como a velhice. Apenas velho, dos tempos em que nem se conheciam.
Tempos em que ele era apenas uma propaganda.
Agora, o comercial dá vazão ao sonho, mas é incapaz de assumir. Eu tento, cutuco, arranco as tripas, mas ele é jovem demais.
Esqueço, vou pra vida. Não necessariamente nessa ordem, mas vou. E a encontro. Começo a sair com a vida, com a experiência. Mas toda experiência vai embora e mais uma vez durmo no quarto escuro.
Voltando ao próximo, ao quarto escuro lá está ele, do meu lado. E seu coração a bater, igualzinho.Mas é efêmero, efêmero até demais. Esqueço e caio no futuro. Caio no bem sucedido e passo a ser menor.
Resolvido, vou falar. Perguntar, gritar e que assim seja.
E, se tiver que ser... Que dessa vez seja para sempre.
In media Rés.