E ela quer demais chorar, quer colocar pra fora todo aquele mundo que a consumia, que a derreita por dentro. Já não podia mais controlar sua respiração, seus olhos, estremamente encolhidos não soltavam uma única lágrima, por mais que sua mente mandasse.
Seu porto seguro já estava desfeito em eternidades de sofrimento.
E ela sentia um vazio absurso corroer seu último suspiro de esperança. O ar ja não mais corre.
Sua última tentativa havia sido frustrada, sabia que dentro daquele sexo já não havia mais esperanças, agora vendia seu corpo e só. Pensou no outro lado e viu a tal da luz no fim do túnel. Pra ela se entregou, pra ela andou horas na chuva , tão fina quanto suas veias, agora já vazias.
Pra ela doou sua vida, mesmo sem saber seu nome completo. Encarou montanhas de frente e venceu toda vergonha que se escondia dentro dela. Em vão. A menina, mais uma vezes pensava em cortes e dormia abraçada com o livro que não era seu. A imagem daquelas unhas percorrendo as páginas a fascinava, mas não era por ela que as unhas corriam.
Era por outra. Fora trocada antes mesmo de ser usada. E isso era completamente novo.
Tentou de novo respirar, mas não conseguia... a dor era grande demais. Incontrolável e insustentada. Queria que tudo tivesse um fim, queria aquelas roupas deitadas ao seu lado na cama e sabia que nunca conseguiria.
Nem mais em amigs podia se sustentar... o mundo de repente soou como um grande ovo vazio... prestes a desmoronar. A primeira de suas lágrimas agora corria pelo rosto...
Fechava os olhos em grande desespero, mas já não era mais ouvida. Estava sozinha no velho quarto dos ruídos. Agora era puro fingimento. Ia pra lá...e talvez até se divertisse... Talvez até respirasse, mas não pr muito tempo. já não sbia mais ficar sozinha...
E era exatamente o que estava há muito tempo. Sozinha.
Doia demais ouvi-la falar das outras meninas... Mas, como sempre a garota que nunca abaixa a cabeça abaixou e fingiu que havia de ser assim.
Mas não havia e ela sabia.
Cansada de lutar se fecha em si, mais uma vez e implora, pelo amor de Deus, mais uma dose de heroína.
Não, não vou reler. Que não faça sentido.,