°°Picture yourself in a boat on a river with tangerine trees and marmalade skies....

Tuesday, March 22, 2005

Nada melhor que a Paulista. Nada melhor que a atmosfera social da Paulista.
Duas idéias que foram tão constantes na minha cabeça por tanto tempo...mas que agora não fazem mais taaanto sentido.
Mas uma coisa não adianta: Amo encontrar pessoas na Paulista. Sejam meus amigos, sejam pessoas do passado.
Talvez, só uma pessoa entenda de quem estou falando...Frente ao Mc Donalds casarão, aqueles mesmos olhos verdes, aquela mesma pena.Aquele mesmo apelido: Doidera.
Com certeza muito mais que os outros hippies maravilhosos que eu conheci na vida em São Paulo, o doidera me traz lembranças maravilhosas. Lembranças de pessoas maravilhosas. Pessoas que as vezes esqueço como gosto. Rafael, Jesus, Gil. Quase uma tríade modificadora.
[Ai que saudades!]. Hum, voltando ao doidera.... como é gostoso conversar com ele. Dá fácil pra esquecer do mundo ali, no meio do mundo. Aquele abraço, aquelas mesmas palavras no pé do ouvido. E, mais uma vez, a vontade de largar tudo e sair por aí... braços dados com o vento.
*Realidade pesa e manda a gente ficar* Fico, mas não esqueço. Não esqueço do saco do mamanguá, não esqueço daqueles olhos mel no meio da noite, não esqueço dos olhos mel atrás de mim. O passado adora voltar. Opostos do meu sonho. Ambos reaparencendo. Mas, continuo não esquecendo.
*Vida é doce* Seria então, o velho palhaço doce? Talvez, mas ando mais adepta do vento.
Adoro a brisa vindo do infinito e tocando a minha saudade.
é, durante minha conversa com o doidera senti uma leve brisa. Não literalmente, mas tão real que até deu dor na espinha. *Saudades de você, de novo* Meu menininho da lua. Meu menino da estrada. Meu menino da vida. Sentimento não ameniza.
é a vida versus o circo. Pra piorar, ainda tem ela. Aí sim que tudo desaba. *gostar é assim mesmo, um sorriso insatisfeito.
Deixo tudo pra lá e acabo ligando pra fantasia. Só depois que as cortinas fecham que a vida real começa. Mas tudo bem, adoro atores.

Thursday, March 17, 2005

Monólogo de Orfeu

Mulher mais adorada!
Agora que não estás, deixa que rompa
O meu peito em soluços!
Te enrustist
eEm minha vida; e cada hora que pass
aÉ mais por que te amar, a hora derrama
O seu óleo de amor, em mim, amada...E sabes de uma coisa?
Cada vez que o sofrimento vem, essa saudade de estar perto, se longe, ou estar mais perto
Se perto, – que é que eu sei! Essa agonia de viver fraco, o peito extravasado O mel correndo; essa incapacidade De me sentir mais eu, Orfeu; tudo isso Que é bem capaz de confundir o espírito De um homem – nada disso tem importância Quando tu chegas com essa charla antiga Esse contentamento, essa harmonia Esse corpo! E me dizes essas coisas Que me dão essa força, essa coragem Esse orgulho de rei. Ah, minha Eurídice Meu verso, meu silêncio, minha música!Nunca fujas de mim! Sem ti sou nada Sou coisa sem razão, jogada, sou Pedra rolada. Orfeu menos Eurídice...Coisa incompreensível! A existência Sem ti é como olhar para um relógio Só com o ponteiro dos minutos. TuÉs a hora, és o que dá sentido E direção ao tempo, minha amiga Mais querida! Qual mãe, qual pai, qual nada!A beleza da vida és tu, amada Milhões amada! Ah! Criatura! Quem Poderia pensar que Orfeu: OrfeuCujo violão é a vida da cidade E cuja fala, como o vento à flor Despetala as mulheres - que ele, Orfeu Ficasse assim rendido aos teus encantos!Mulata, pele escura, dente branco Vai teu caminho que eu vou te seguindo No pensamento e aqui me deixo rente Quando voltares, pela lua cheia Para os braços sem fim do teu amigo!Vai tua vida, pássaro contente Vai tua vida que estarei contigo!

Tuesday, March 15, 2005

Numa época aonde a noite não passava de uma obra abstrata da cabeça de uma menina confusa, estranha e totalmente fora do comum, existia uma pequena cidade, no interior de Ítaca com uma única casa. Há muitos anos uma família havia morado ali. Pai, mãe, 5 filhos e um único gato. A família, isolada do mundo extinguiu-se em questão de poucos anos. Não se sabe como, nem porque, o único que sobreviveu foi o tal gato. Preto, de olhos fortemente amarelados e pêlos estranhos.
Preto, como era chamado pela família tinha o costume de passar dias inteiros sentado no mesmo muro, de tijolinhos vermelhos e rachaduras aparentes cantando ao nada e observando a claridade do dia, aquela que, agora que ele se sabia sozinho, era sua única companheira. Passou anos ali, quase morto, esquecido pela eternidade admirando o nada Pouco a pouco, como um furacão se apaixonou por aquele algo intocável, inatingível.
E assim, ia cada vez sofrendo mais e mais. Pensou em se matar, mas o pra sempre também o havia esquecido.
Queria sumir, queria qualquer coisa que amenizasse aquela dor, qualquer coisa que o fizesse esquecer o dia. Mas sabia que não podia. Sabia que o dia era perfeito demais pra ser esquecido. Sabia que, apesar de doer, era melhor assim do que longe.
Solitário, dolorido, acabado, o gato soltou uma única lágrima. A lágrima mais triste de toda história conhecida até aquela época. Teve vontade de chorar, mas estava engasgado demais. Seu único alívio foi aquela pérola escorrendo por entre seus pêlos, já brancos.
Há muito tempo a loucura, escondidinha vinha observando o gato. No começo, não vou mentir que a visão daquele funesto gato a deliciava. Mas até mesmo a pior loucura já apreciou o amor e, imaginando a tamanha dor de Preto, resolveu intervir.
Oculta ela se arrastou na falecida grama e pegou aquela pérola de lágrima.
Imaginando o que fazer com ela decidiu leva-la a Misópotes, o maior sábio daquelas redondezas. Ele pensou, pensou, pensou, mas nada podia fazer com aquilo. Estava carregado de dor. Nada de bom poderia sair dali.
A loucura, frustada, levou de volta a pérola, decidida a devolve-la ao gato, porém, chegando ao local só o que ela encontrou foi a carcaça do velho gato, devorada pela morte.
Um pouco mais aliviada, sabendo que finalmente o gato tinha encontrado a paz, pegou a velha pérola e lançou-a ao céu, para que, pela última vez o gato pudesse estar perto da luz.
Como mágica, a pérola subiu tão alto, mas tão alto que atingiu o céu e lá ficou. Nunca mais caiu.O que ela se tornou, não se sabe direito.
A loucura, com medo de deixar a única lembrança do animal sozinha de novo, criou as estrelas a partir dos amarelos olhos e também lhe deu um nome. Chamou-a de Lua.
O gato tornou-se a noite, deixando de ser preto para ser estrelado.
Hoje em dia Luz e Noite dividem o mesmo espectro, não juntos pois isso significaria o fenecimento de ambos. Nunca chegaram a se conhecer, afinal, da claridade, só nos resta o dia...





Alguém faz um final?!?

Sunday, March 06, 2005

I was tired of my lady
We'd been together too long
Like a worn-out recording
Of a favorite song
So while she lay there sleeping
I read the paper in bed
And in the personal columns
There was this letter I read
"If you like Pina Coladas
And getting caught in the rain
If you're not into yoga
If you have half a brain
If you'd like making love at midnight
In the dunes on the Cape
Then I'm the love that you've looked for
Write to me and escape."
I didn't think about my lady
I know that sounds kind of mean
But me and my old lady
Have fallen into the same old dull routine
So I wrote to the paper
Took out a personal ad
And though I'm nobody's poet
I thought it wasn't half bad
"Yes I like Pina Coladas
And getting caught in the rain
I'm not much into health food
I am into champagne
I've got to meet you by tomorrow noon
And cut through all this red-tape
At a bar called O'Malley's
Where we'll plan our escape."
So I waited with high hopes
And she walked in the place
I knew her smile in an instant
I knew the curve of her face
It was my own lovely lady
And she said, "Oh it's you."
Then we laughed for a moment
And I said, "I never knew."
That you like Pina Coladas
Getting caught in the rain
And the feel of the ocean
And the taste of champagne
If you'd like making love at midnight
In the dunes of the Cape
You're the lady I've looked for
Come with me and escape
"I would say I'm sorry If I thought that it would change your mind
But I know that this timeI have said too muchBeen too unkind I try to laugh about it Cover it all up with lies I try toLaugh about it Hiding the tears in my eyes"
Mas tudo bem, agora eu já sei. Chega.
"go on go on just walk away go on go on your choice is made go on go on and disappear go on go on away from here And know I was wrong when I said it was true"
It was only yesterday Waving arms across the street Your white face left me blue How can I say all the things I have to say to you Oh all the people here All look the same The little time I spend with you We drink each other dry Chorus:Mammnnarghaassstmmetc Speak my language It was only yesterday My eyes touched yours across the street We cut the words And waved goodbye And dropped off the edge of the world"



As vezes as coisas parecem ser bem piores do que são.
As vezes as coisas são BEM piores do que parecem.

Decepção tem limite. Decepção de mim mesma. Decepção de saber que tive participação nisso. Decepção de ver o resultado. Chega. Pra mim, chega. Se cuida.



[Sorrisinho...Pra quem sabe do que eu tô falando...Feliz....=D )