°°Picture yourself in a boat on a river with tangerine trees and marmalade skies....

Sunday, June 26, 2005

Quem nunca olhou pra uma pessoa e teve certeza que todo seu futuro estava contido naquele órgão gigante chamado pele? Tudo que você sempre sonhou dentro daqueles olhos brilhando, seus maiores desejos realizados, o até então provavel inexisistente ali, parado a sua frente.
Ela olha,olha,olha e consegue perceber bem escondido debaixo de um boné escuro alguns fios de cabelo tão vermelhos que chegam a paracer alanjados...olha então pro seu cabelo e vê ali um vermelho tão intenso quanto. Mesmo sem querer o encara como se pudesse desvendá-lo com um sorriso. Ele é lindo, está crincundado de amigos, corpo de homem formado e -veja só, tem pequenas pintinhas espalhadas pelo rosto como eu- evidentes em sua nova posição de rosto levemente virado deixando claro os traços quase brancos de suas sombrancelhas.
O que acontecera com o tempo a menina, tão pequena não sabia. Apenas o bater de saltos ao longo da longa galeria marcavam sua passagem.
Talvez tenha passado horas, talvez nem um minuto e a garota que, -quem sabe um dia seria assim, bonita como ele e não pequena, diferente, estranha - não consiguia se mover. Queria viver para observá-lo. Um tótem, um Deus, Toth talvez ali -posando só pra ela. E derepente o mundo já não era tão ruim, já não haveria porque ser tão solitário...Ela não era única.
E ele se fez andar, assim muito devagar até sumir da vista sem uma única vez olhar pra trás e ela largou-se no velho banco sem cor onde esperava sua mãe.
*Epifania

Tuesday, June 21, 2005

SONETO DA SEPRAÇÃO V. De Moraes

REPENTE DO RISO FEZ-SE O PRANTO
Silêncioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E DAS MÃO ESPALMADAS FEZ-SE O ESPANTO
De repente da calma fez-se o vento
QUE DOS OLHOS DESFEZ A ÚLTIMA CHAMA
E da paixão fez-se o pressentimento
E DO MOMENTO IMÓVEL FEZ-SE O DRAMA
De repente, não mais que de repente
FEZ-SE DE TRISTE O QUE SE FEZ DE AMANTE
E de sozinho o que se fez contente
FEZ-SE DO AMIGO PRÓXIMO O DISTANTE
Fez-se da vida uma aventura errante
DE REPENTE, NÃO MAIS QUE DE REPENTE.








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Anastácia

Tuesday, June 14, 2005

Mel.Mel.Mel.Mel.Mel de abelha.Mel

Porque certas coisas não podem ficar sem resposta, definitivamente aquela que menos te liga é a que mais pensa em você.
Apesar de no teu texto eu estar em um bolo de pessoas, esse é pra você. E só pra você. Por mais que em alguns momentos possa parecer sem nexo e longe do nosso real...É pra você.
Na verdade é engraçado escrever sobre tudo depois de tanto tempo do meu último texto, na verdade o tempo não foi longo, a intensidade desse tempo foi grande e tanta coisa mudou, apesar de, no fundinho NADA ter realmente mudado.
Não há como discordar que o novo, encantador novo é também cheio de truques e armadilhas e quando você menos percebe perdeu tanta coisa já sustentada por uma mera ilusão. Se vale a pena? Tenho cá com meus botões que no final, sempre resta algo de bom. Este algo é você.
Dos meus amigos novos, só restaram os velhos e você. O resto, mera ilusão de criança que acha que quanto mais diferente, mas diferente. Mas na verdade percebo que quanto mais igual, mais diferente e não aparentemente falando. Tenho amigas muito diferentes entre si, mas que no fundo são iguais e tenho você que apesar de tão igual é tão diferente. Meu binômio. A completa B.
Por mais que eu morra de aflição de não te ter fisicamente por perto sei que tenho você pra mim. Do mesmo jeito que você me tem. E foda- se se a gente não consegue se abraçar fisicamente porque, no fundo, o que vale é a intenção. Certas coisas levam tempo e precisam de lógica, inclusive para nós que sempre fugimos de todas essas racionalizações....Que acabe-se o tempo! Pq, no fundo eu não sei mesmo é viver sem você.
Claramente você mudou muito, não sei exatamente como vai ser daqui pra frente. Você com todos seus novos amigos e tal. Só sei que vai ser foda. Pq sempre foi. Bom ou ruim, sempre foi.
Porque a gente tem as histórias mais bizarras juntas. Porque, por mais normais que elas possam parecer pro resto do mundo, pra gente foram bizarras. Só o fato da sua amiga "rufão" existir de uma viagem pós festa do Nelson com pessoas que aqui não precisam ser citadas, já é surreal.
E quanto a efemeridade, não se preucupe...O tempo é curto, algumas coisas vão sempre acontecer mais rápido do que a gente queria. É pra isso que serve a nostalgia. Pra pegar aquela pessoa que, por menos tempo que tenha ficado com a gente a transforma em uma cinderela, totalmente sem defeitos. É ruim? talvez, dá saudades... como você disse...olhe mais pela intensidade.
"De cada ilusão, pedaços da realidade ficam pra sempre". Eu digo que de cada realidade, pedacinhos de ilusão ficam pra sempre. De cada dia acordado, o que resta são os sonhos.
Mas, isso já é exagerado demais.

O que eu quero dizer, na verdade é que certas pessoas passam muito pouco tempo em nossas vidas e as marcam pra sempre. Você sabe que é uma dessas. E que quero muito que esse pouco tempo seja muito tempo. Eu te amo pra sempre e, apesar dos apesares tô pra sempre aqui.



Passa tempo, tempo passa, passa tempo tempo tempo passa tic tac tic tac.
Tentativa dois.

Cansada de negar a si mesma uma única lágirma.
Enjoada de ter de passar por tudo isso.
“Desesperançosa” de que tudo vai mudar.
Sempre volta ao que era antes, meu Deus Toth.
As palavras se negam a sair de mim em grande protesto contra todas as besteiras que andei falando e fazendo por aí.
É a velha criança a olhar os olhos dos pais, tudo morre.
O mundo balança, mas não gira. E tudo gira. Tudo muda sem mudar.
Muda pros outros, pra mim é pura imaginação.
Mentalmente destruída, fisicamente desfeita em milênios de sono.
O que será do amanhã?!?