Quem nunca olhou pra uma pessoa e teve certeza que todo seu futuro estava contido naquele órgão gigante chamado pele? Tudo que você sempre sonhou dentro daqueles olhos brilhando, seus maiores desejos realizados, o até então provavel inexisistente ali, parado a sua frente.
Ela olha,olha,olha e consegue perceber bem escondido debaixo de um boné escuro alguns fios de cabelo tão vermelhos que chegam a paracer alanjados...olha então pro seu cabelo e vê ali um vermelho tão intenso quanto. Mesmo sem querer o encara como se pudesse desvendá-lo com um sorriso. Ele é lindo, está crincundado de amigos, corpo de homem formado e -veja só, tem pequenas pintinhas espalhadas pelo rosto como eu- evidentes em sua nova posição de rosto levemente virado deixando claro os traços quase brancos de suas sombrancelhas.
O que acontecera com o tempo a menina, tão pequena não sabia. Apenas o bater de saltos ao longo da longa galeria marcavam sua passagem.
Talvez tenha passado horas, talvez nem um minuto e a garota que, -quem sabe um dia seria assim, bonita como ele e não pequena, diferente, estranha - não consiguia se mover. Queria viver para observá-lo. Um tótem, um Deus, Toth talvez ali -posando só pra ela. E derepente o mundo já não era tão ruim, já não haveria porque ser tão solitário...Ela não era única.
E ele se fez andar, assim muito devagar até sumir da vista sem uma única vez olhar pra trás e ela largou-se no velho banco sem cor onde esperava sua mãe.
*Epifania
Ela olha,olha,olha e consegue perceber bem escondido debaixo de um boné escuro alguns fios de cabelo tão vermelhos que chegam a paracer alanjados...olha então pro seu cabelo e vê ali um vermelho tão intenso quanto. Mesmo sem querer o encara como se pudesse desvendá-lo com um sorriso. Ele é lindo, está crincundado de amigos, corpo de homem formado e -veja só, tem pequenas pintinhas espalhadas pelo rosto como eu- evidentes em sua nova posição de rosto levemente virado deixando claro os traços quase brancos de suas sombrancelhas.
O que acontecera com o tempo a menina, tão pequena não sabia. Apenas o bater de saltos ao longo da longa galeria marcavam sua passagem.
Talvez tenha passado horas, talvez nem um minuto e a garota que, -quem sabe um dia seria assim, bonita como ele e não pequena, diferente, estranha - não consiguia se mover. Queria viver para observá-lo. Um tótem, um Deus, Toth talvez ali -posando só pra ela. E derepente o mundo já não era tão ruim, já não haveria porque ser tão solitário...Ela não era única.
E ele se fez andar, assim muito devagar até sumir da vista sem uma única vez olhar pra trás e ela largou-se no velho banco sem cor onde esperava sua mãe.
*Epifania
